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Uma rosa negra num cenário de imensa escuridão, carregada de mistério e
melancolia. Um retracto quase perfeito daquilo que sente neste primeiro longa
duração deste quarteto italiano. Uma pintura emocional e intimista. Recorde-se
que desde os seus primeiros passos – de 96 a 98 -, sob a designação de Another
Day, gravaram já várias demos e um MCD. Em 2001 mudam para Klimt 1918, para dois
anos depois gravarem este primeiro longa duração, "Undressed Momento". Uma
espera por um álbum de verdade que valeu apena. Este estreante trabalho
revela-nos de imediato que, Marco Soellner (guitarra e voz), Alessandro Pace (guitarra),
David Pesola (baixo) e Paolo Soellner (bateria), são almas desoladas e tristes,
sendo a própria música uma montra que serve para mostrar tais sentimentos.
Apesar não gostar muito de rótulos, ficam alguns para uma rápida e melhor
compreensão de tudo aquilo que aqui se passa. Sons descritos como avantgarde,
metal gótico alternativo e - convém não esquecer -, extraordinários momentos de
New Wave. A toda esta fusão a própria banda apelidou de Post Modern Art. Imagine
uma mescla de Anathema, Katatonia, Novembre, Opeth e Porcupine Tree, com cenas
da mesma andança mas, mais viradas para a vertente pop. Por exemplo, The Cure,
U2 [os trabalhos mais antigos], Depeche Mode, The Beatles Tears For Fears e The
Smiths. Seria injusto estarmos a destacar malhas em separado, uma vez que todas
elas têm um pouco de tudo aquilo que acabamos de referir. Umas são um pouco mais
pesadas, outras mais melancólicas e tristes, e ainda existem outras que contam
com uma variação cativante e não tão directa. Em "We don´t need no music" podemos apreciar a orquestração de Massimiliano Pagliuso e a perfeição do
backing vocal de Giuseppe Orlando, ambos dos Novembre. Uma escuridão profunda
que tem um brilho intenso.
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