Klimt 1918 "Undressed Momento"

::: Review taken from Metal Open Mind, 26/09/0 3:::
Style: Rock.



Após o boom do power metal melódico oriundo de Itália, o País conseguiu chamar a atenção mundial para os grupos que ali se multiplicavam e não demorou muito para surgirem novas e interessantes propostas em outros estilos de metal a ultrapassarem as fronteiras italianas, sendo os Lacuna Coil o exemplo recente mais flagrante. Estes Klimt 1918 seguem as mesmas pisadas fazendo aquele som atmosférico e melancólico muito próximo ao dark wave e no qual os Anathema são sem dúvida a referência mais óbvia. 
Apesar de "Undressed Momento" ser apenas o debut da banda, o duo que deu origem a este projecto em 1999 (os irmãos Soellner) já tinham alcançado alguma experiência durante os 5 anos em que mantiveram o projecto denominado Another Day. Aliás, deste projecto de Death Metal Progressivo, foram eles os únicos remanescentes, e com o novo direcionamento sonoro (evolução?), a mudança na denominação do projecto tornou-se a solução mais adequada. 
Um promo-cd com 3 temas curiosamente denominado "Secession Makes Post- Modern Music" foi o suficiente para ganhar a atenção da independente My Kingdom Music, que assinou de imediato um contracto para 2 albuns. 
O primeiro cá está, contando já com um novo guitarrista na pessoa de Alessandro Pace e com uma produção bem limpa de Giuseppe Orlando e Massimiliano Pagliuso, ambos dos conterrâneos Novembre. 
Das referências musicais citadas no release da banda, tais como Katatonia, The Beatles, Depeche Mode, The Cure, Anathema, The Smiths, Opeth, Fields of Nephilim, Novembre e U2 antigo, é o fantasma da encarnação mais recente da banda dos também irmãos Cavanagh que parece assombrar cada tema que se ouve neste "Undressed Momento", quer nas vozes limpas, quer nos andamentos das músicas, só diferindo mesmo nas partes cantadas em sua língua nativa como no tema "We don't need no music". Seria pejorativo se fosse uma má influência, mas como não é, e como ainda só estão a (re)começar um novo projecto, espero que num próximo trabalho encontrem uma maior originalidade, ou pelo menos, uma genialidade maior, ao nível da que os britânicos nos habituaram nos últimos anos. 
Se excepturamos a desnecessária introdução (que sequer tem nome), temos 8 boas canções que embalarão corações melancólicos no inverno europeu que se aproxima.

(Calm - Rating: 70/100)